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Café Concerto

A carta digital de um café de aldeia

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Café Concerto

Uma montra online e uma carta digital por código QR para um café de aldeia em Portugal: lê-se o código à mesa, a carta abre na língua certa e atualiza-se em direto.

O Café Concerto é o café histórico de Casegas, uma pequena aldeia da Serra da Estrela, retomado há pouco para manter a praça viva. Construí-lhe uma verdadeira presença online: uma montra acolhedora e a carta acessível por código QR em cada mesa, em português, inglês e francês.

Por trás, um back-office pensado para ser simples: planta da sala em 2D, códigos QR gerados por mesa, carta editável em dois cliques e atualizada em direto nos telemóveis dos clientes, sem recarregar a página.

Tudo corre no seu próprio domínio, e os pratos são traduzidos automaticamente: o dono gere a carta sozinho, sem perceber nada de web.

Estudo de caso

Simples como uma ardósia.

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O ponto de partida

O Café Concerto faz parte de Casegas, uma pequena aldeia da Serra da Estrela, desde sempre: um café de outros tempos, retomado há pouco para lhe devolver a vida. Por lá, a ementa não para quieta: um prato que esgota, um preço que muda, uma novidade ao fim de semana. E ninguém tem tempo, nem vontade, de manter um site.

A isto soma-se a clientela da aldeia: os clientes de sempre, os emigrantes de passagem, os caminhantes da serra. Três línguas à mesa, ementas em papel numa só.

A fachada do Café Concerto: o logótipo pintado, a esplanada florida e o convite para passar por Casegas
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A abordagem

Peguei no problema ao contrário: em vez de um site que fosse preciso manter, uma ardósia digital, que o patrão apaga e reescreve ele próprio, a partir do telemóvel, sem perceber nada de web. Cada mesa tem o seu código QR com as cores do café; é só apontar a câmara e a ementa abre-se, em português, em inglês ou em francês. Atrás do balcão escreve-se apenas em português: as traduções geram-se sozinhas.

E sobretudo, a ementa está viva: quando ele muda um preço ou marca um prato como esgotado, os telemóveis dos clientes que já estão na ementa atualizam-se em poucos segundos, sem recarregar a página.

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A construção

Tudo se gere a partir de um back-office completo, pensado para quem nunca mexeu na web. O patrão desenha a planta da sala em 2D, coloca lá as mesas e move-as com o dedo; cada mesa recebe o seu QR, para descarregar um a um ou numa folha PDF pronta a imprimir. A ementa edita-se em dois cliques: preços, fotografias, alergénios, prato esgotado.

A administração também trata do resto do café: os horários e o Wi-Fi mostrados aos clientes, a ligação para deixar uma avaliação no Google, os eventos com o seu mural de fotografias moderado, as estatísticas de scans por mesa e contas separadas para a equipa. Por todo o lado, pequenos balões explicam cada ecrã e deixam-se desativar quando já se conhece o caminho.

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O que mudou

O patrão gere a ementa sozinho, do bolso do avental: um preço que muda ou um prato esgotado, e todos os ecrãs da sala ficam atualizados em poucos segundos. As ementas em papel deixaram de precisar de ser reimpressas, e cada cliente lê a ementa na sua língua.

A minha verdadeira medida de sucesso não tem nada de técnico: desde que o site está online, ele nunca precisou de me ligar a pedir ajuda.

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